Filtros
03/09/2026
Gestão Tributária
Em 2026, período inicial de adaptação à Reforma Tributária, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS (CGIBS) adotaram uma estratégia de acompanhamento mais próxima dos contribuintes, com orientação e possibilidade de correção de inconsistências.
Essa nova dinâmica reforça a importância de uma atuação integrada entre empresa, contabilidade e gestão tributária.
O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026 regulamentou o Programa Nacional de Conformidade Tributária (PNCT) para o ano de 2026.
O objetivo é auxiliar os contribuintes na adaptação às novas obrigações relacionadas à emissão de documentos fiscais e às informações do IBS e da CBS.
Em vez de concentrar a atuação apenas na punição de erros durante essa fase inicial, o programa estabelece uma lógica de orientação, acompanhamento e correção das inconsistências.
A proposta é permitir que empresas e profissionais envolvidos na operação tenham tempo para ajustar processos e sistemas ao novo modelo.
A Reforma Tributária aumenta a quantidade de informações que precisam ser corretamente identificadas, registradas e transmitidas pelo contribuinte.
Nesse cenário, o profissional da contabilidade deixa de atuar apenas na escrituração e no cumprimento das obrigações tradicionais.
A regulamentação do PNCT reconhece a importância desse profissional na conformidade fiscal da empresa.
O contador responsável poderá acompanhar comunicações relacionadas a divergências e inconsistências, auxiliar na correção das informações, atender intimações e acompanhar procedimentos de autorregularização, mediante autorização do contribuinte.
Embora o contador tenha papel fundamental, a responsabilidade pela conformidade não deve ficar restrita à contabilidade.
A empresa precisa garantir que seus processos internos, sistemas, documentos fiscais e informações comerciais estejam preparados para a nova realidade tributária.
Isso envolve áreas como:
A Reforma Tributária exige, portanto, uma visão integrada da operação.
O PNCT foi estruturado para proporcionar uma adaptação assistida às novas obrigações relacionadas ao IBS e à CBS.
Durante essa fase, a administração tributária poderá identificar omissões, divergências ou inconsistências nos documentos fiscais e comunicar o contribuinte para que as informações sejam corrigidas.
O programa também busca estimular a autorregularização e a correção espontânea das informações.
A Reforma Tributária não representa apenas uma mudança na legislação.
Ela exige mudanças nos processos, sistemas, controles e na gestão das informações tributárias.
Empresas que deixarem essa adaptação para o último momento poderão enfrentar maiores dificuldades para identificar erros, corrigir processos e garantir a qualidade das informações fiscais.
Por outro lado, aquelas que começarem a estruturar seus procedimentos desde agora terão melhores condições de atravessar o período de transição com mais segurança.
O novo modelo reforça uma tendência importante: a gestão tributária precisa estar cada vez mais próxima da gestão empresarial.
Não basta conhecer a legislação. É necessário entender como as regras impactam a operação, identificar riscos, acompanhar mudanças e transformar as informações fiscais em instrumentos para tomada de decisão.
A própria Receita Federal destaca que o programa busca uma relação mais orientadora e cooperativa durante a fase inicial de implementação da Reforma Tributária.
Mesmo durante o período de adaptação, é recomendável começar a avaliar:
A preparação antecipada pode reduzir riscos e evitar que a empresa tenha de corrigir processos de forma emergencial.
03 de Setembro de 2026
A Receita Federal atualizou as regras de acompanhamento das empresas que utilizam benefícios fiscais, trazendo novos procedimentos de controle, regularização e monitoramento.
03 de Setembro de 2026
O cenário empresarial está mudando rapidamente. Tecnologia, inteligência artificial, automação e, principalmente, a Reforma Tributária estão trazendo novas exigências para empresas e profissionais da contabilidade.