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08/09/2026

Gestão Tributária

Simples Nacional: fim do regime de caixa em 2027

A partir de 1º de janeiro de 2027, o Simples Nacional deixará de permitir o uso do regime de caixa na apuração mensal dos tributos. A mudança pode impactar diretamente o fluxo de caixa das empresas, especialmente aquelas que realizam vendas a prazo.

O que muda?

Atualmente, empresas do Simples Nacional podem optar pelo regime de caixa, considerando a receita conforme o efetivo recebimento.

Com a mudança, a apuração passará a considerar a receita reconhecida pelo faturamento, independentemente do momento em que o cliente realizar o pagamento.

Na prática, isso pode fazer com que a empresa tenha uma obrigação tributária antes de receber o valor da venda.

Quem deve ficar atento?

A mudança merece atenção principalmente para empresas que:

  • vendem parcelado;
  • trabalham com prazos longos de recebimento;
  • possuem contratos com pagamento futuro;
  • dependem de capital de giro para manter suas operações.

Por isso, será importante revisar o fluxo de caixa e os prazos de recebimento, evitando que a tributação gere impacto financeiro inesperado.

O que fazer antes de 2027?

O momento é de planejamento. A empresa deve avaliar como a nova regra afetará sua operação e, principalmente, seu capital de giro.

Também é importante revisar:

  • formação de preços;
  • condições de pagamento;
  • contratos comerciais;
  • prazos concedidos aos clientes;
  • projeção de fluxo de caixa;
  • planejamento tributário para 2027.

Além do fim do regime de caixa, as empresas do Simples Nacional precisam avaliar outras mudanças relacionadas à Reforma Tributária, especialmente IBS e CBS.

Setembro de 2026 exige atenção

As decisões tomadas agora podem influenciar diretamente a tributação e o planejamento financeiro de 2027.

Por isso, mais do que acompanhar a mudança, é importante simular os impactos antes de tomar decisões.

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